
Sabemos que, para calcular o comprimento de uma curva dada por uma função ( y = f(x) ), por exemplo, basta sermos capazes de resolvermos a seguinte integral:
\small \displaystyle \int_{a}^{b} \sqrt{ 1 + [f'(x)]^2 } \,dx
Mas por que essa integral é capaz de revelar o comprimento de uma curva? É isso que vamos mostrar neste post, bora lá!
Observe na figura ao lado a curva da função y = f(x) ( função genérica ) e perceba que, ao criarmos vários seguimentos de retas sobre a
curva, eles parecem aproximar o valor real do comprimento da curva.
E agora imagine que façamos esses seguimentos ficarem cada vez menores.
Perceba novamente que, ao diminuirmos os seguimentos, aproximamos cada vez mais o comprimento da curva.
Agora que conseguimos observar o que está acontecendo em nosso problema, vamos partir para parte matemática.
Se quisermos saber o comprimento da curva podemos somar infinitos pequenos comprimentos de arco, e sabemos que uma soma infinita de valores infinitesimais é uma integral, então:
\small \displaystyle \int_{c}^{} \,ds
então nosso desafio é encontrar uma relação de ds e dx . Primeiro vamos parametrizar nossa função da seguinte forma:
\vec{p}(t) = \big( x, f(x) \big)
E agora vamos evocar o famoso Teorema do valor médio, que nos diz que:
f'(c)(b-a) = f(b) - f(a) para algum c \in (a,b)
Sabemos que um vetor tangente a uma curva pode ser dado por \vec{p'}
Observando a figura ao lado percebemos que o seguimento AC é próximo ao valor de um pequeno comprimento de arco \Delta S
\vec{AC} = \vec{p}(x_1) - \vec{p}(x_o)
\vec{AB} = \vec{p'}(x_o)
\Delta S \cong \vec{AC}
\Delta S \cong \vec{p}(x_1) - \vec{p}(x_o)
e pelo teorema do valor médio \vec{p}(x_1) - \vec{p}(x_o) = \vec{p'}(x)(x_1 - x_o)
Portanto:
\Delta S \cong \vec{p'}(x)(x_1 - x_o)
d\vec{s} = \vec{p'}(x)dx
\color{red}{ds} = |\vec{p'}(x)|\color{blue}{dx}
Sabendo que : |\vec{p'}(x)| é o modulo do vetor tangente:
|\vec{p'}(x)| = \sqrt{ 1 + \big( f’(x) \big)^2 }
Logo: \color{red}{ds} = \sqrt{ 1 + \big( f’(x) \big)^2 }\color{blue}{dx}
Agora substítuindo \color{red}{ds} na nossa integral : \small \displaystyle\int \,\color{red}{ds}
Portanto:

E agora imagine que façamos esses seguimentos ficarem cada vez menores.
Perceba novamente que, ao diminuirmos os seguimentos, aproximamos cada vez mais o comprimento da curva.
Agora que conseguimos observar o que está acontecendo em nosso problema, vamos partir para parte matemática.
Se quisermos saber o comprimento da curva podemos somar infinitos pequenos comprimentos de arco, e sabemos que uma soma infinita de valores infinitesimais é uma integral, então:
\small \displaystyle \int_{c}^{} \,ds
então nosso desafio é encontrar uma relação de ds e dx . Primeiro vamos parametrizar nossa função da seguinte forma:
\vec{p}(t) = \big( x, f(x) \big)
E agora vamos evocar o famoso Teorema do valor médio, que nos diz que:
f'(c)(b-a) = f(b) - f(a) para algum c \in (a,b)
Sabemos que um vetor tangente a uma curva pode ser dado por \vec{p'}
Observando a figura ao lado percebemos que o seguimento AC é próximo ao valor de um pequeno comprimento de arco \Delta S
\vec{AC} = \vec{p}(x_1) - \vec{p}(x_o)
\vec{AB} = \vec{p'}(x_o)
\Delta S \cong \vec{AC}
\Delta S \cong \vec{p}(x_1) - \vec{p}(x_o)
e pelo teorema do valor médio \vec{p}(x_1) - \vec{p}(x_o) = \vec{p'}(x)(x_1 - x_o)
Portanto:
\Delta S \cong \vec{p'}(x)(x_1 - x_o)
Agora fazendo x_1 tender a x_o
\lim_{x_1 \to x_o} \Delta S =\lim_{x_1 \to x_o} \vec{p'}(x)(x_1 - x_o)
d\vec{s} = \vec{p'}(x)dx
\color{red}{ds} = |\vec{p'}(x)|\color{blue}{dx}
Sabendo que : |\vec{p'}(x)| é o modulo do vetor tangente:
|\vec{p'}(x)| = \sqrt{ 1 + \big( f’(x) \big)^2 }
Logo: \color{red}{ds} = \sqrt{ 1 + \big( f’(x) \big)^2 }\color{blue}{dx}
Agora substítuindo \color{red}{ds} na nossa integral : \small \displaystyle\int \,\color{red}{ds}
Portanto:
\small \displaystyle\int \sqrt{ 1 + \big( f’(x) \big)^2 } \,dx
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